Quebra Quebra na estaçao de francisco morato

Cinco dias depois de uma colisão de trens não-divulgada, eclode revolta de passageiros

DE Francisco Morato

Centenas de passageiros, inconformados com a paralisação total da circulação de trens numa das linhas de subúrbio de São Paulo, depredaram nesta manhã a estação Francisco Morato — um município da região metropolitana, 48 quilômetros a norte da capital. As catracas e bilheterias foram destruídas. Houve princípio de incêndio. O tumulto estendeu-se por cerca de uma hora, até a intervenção da polícia, às 10h. A notícia circulou pelas redes sociais (as fotos do post vêm do Facebook). Entre os portais de maior audiência, porém, apenas o G1 a divulgou, de modo discreto.







  




A linha atingida é a 7. Operada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, tem nome de pedra preciosa (“rubi”). Seu funcionamento, porém, é tosco. Na manhã de hoje, a circulação de trens foi totalmente interrompida, por uma falha primária que revela a prcariedade do sistema: pane no abastecimento de energia. Centena de milhares de passageiros foram afetados. Muitos perderam o dia de trabalho e salário. Alguns, também a paciência.

Nos últimos meses, os transtornos têm se repetido na rede paulista de trens de subúrbio. Alguns só não se transformaram em tragédia por sorte. Em 24 de março, por exemplo, dois trens — um de cargas, outro de passageiros — chocaram-se em Rio Grande da Serra (49 km. a sudeste do centro de S.Paulo), na linha 10, a “turquesa”. Desta vez, não houve vítimas, nem registro algum na mídia. Em nota publicada no site “São Paulo Trem Jeito“ o presidente do sindicato que reúne os ferroviários da Grande São Paulo relata os seguidos desastres que estão afetando o sistema — e seu ocultamento pelos jornais e noticiários na TV.

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