Pensaram na TV Globo e não nos trabalhadores

do metrô e dos trens de São Paulo em dias de jogos às 22h, depois dos problemas na única partida que teve até agora em Itaquera, na quarta passada...
Metroviários de São Paulo não farão greve nesta quinta-feira
O governo paulista anunciou nesta terça-feira uma mudança no horário de funcionamento do metrô e dos trens de São Paulo em dias de jogos às 22h, depois dos problemas na única partida que teve até agora em Itaquera, na quarta passada. Para o presidente do sindicato dos metroviários, a medida atende única e exclusivamente à "TV Globo" e desconsidera os torcedores.
Segundo Altino Prazeres, com o número de funcionários que estão à noite atualmente no Metrô, será impossível dar um bom atendimento para as pessoas que vão aos estádios de futebol acompanhar os seus times durante a semana.
"É uma decisão que não pensa nos torcedores. Além de torcedores, eles são trabalhadores. Mesmo com o metrô aberto, eles demoram para chegar em suas casas e ainda têm de ir ao trabalho no dia seguinte. Por que não se muda o horário do jogo? É uma decisão que só atende à TV Globo. A cartolagem parece que prefere desse jeito também. Não quer bater de frente", afirmou, para o ESPN.com.br.
"O que posso te dizer é que diante da situação é claro que preferimos que o metrô fique aberto até mais tarde, mas é um absurdo que isso tenha de ser assim por conta de uma televisão. Com o número de pessoas que trabalham à noite, não vamos poder dar o melhor serviço para as pessoas que vão pegar o transporte no fim da noite. Ou a empresa contrata mais gente ou vai ser difícil para todo mundo", completou.
Ainda de acordo com Altino Prazeres, o sindicato tem um posicionamento de brigar para que o funcionamento do transporte público de São Paulo funcione 24 horas, mas não por causa de uma determinação de uma televisão.
"Nós já fomos procurados por parlamentares e temos esse posicionamento. Nosso posicionamento é também de atender bem a população, da melhor forma possível. Hoje seria impossível um transporte 24 horas. Não comporta porque é mal administrado e porque tem poucos funcionários. Mas é uma coisa que defendemos", explicou.
"O que me deixa inconformado é que tem uma decisão muito mais fácil nesse caso, que é a de mudar o horário do jogo. Não é só uma questão do transporte público. O cara que vai de carro para lá tem de voltar para a casa de madrugada, se arriscando, por causa de uma TV. O outro fica procurando um ônibus que não passa mais, por causa da cartolagem que só pensa nela. É um absurdo, na minha opinião", finalizou.

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